Capítulo 13- O sapo assassino

 

Toda princesa tem seu momento de glória. Eu tive o meu, e acredite, daria anos da minha vida em troca de mais um beijo daqueles.
É claro que a vida de princesa pobre e ainda por cima desastrada, não é lá essas coisas... Minha sorte ja estava grande demais, e eu tinha certeza de que nada sairia tão bem assim.
Decidi ficar em casa com minhas pantufas de porquinho, meu pijama listrado com rosa bebê, e meus rabinhos no cabelo. Tudo isso acompanhado pelo frio e uma imensa xícara de chocolate quente. Aquele seria o meu dia!
Não havia mais ninguém em casa além de mim e Boris, meu cachorro. Todos estavam viajando a trabalho, e no caso do meu irmão Rodrigo, fingindo estar viajando a trabalho.
Me acomodei no sofá enrolada em um cobertor quentinho e macio. Já trocava juras de amor com o controle remoto quando um barulho surgiu vindo da cozinha. Levei um susto tremendo com a barulheira que Boris armou. Resultado: meu chocolate quente derramou em cima de mim, que acabei me queimando e no susto, me enrolei no cobertor e fui parar no chão frio da sala.
Boris passou ao meu lado perseguindo um pequeno sapinho sapeca. Acho que o pobrezinho virou comidinha.
Meu dia havia começado bem!

...mal, é claro!
publicado por cinderelashakespeariana às 00:26
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